Arquivo de novembro 2011

Respeito à diversidade na escola comum: direito do aluno e dever da escola

Sou educadora, ou melhor, me faço educadora no processo de ir e vir constante da (re) construção do conhecimento, desde os dezessete anos. Nesta caminhada de muitas inquietudes e que tem sido alimentada de tantas esperanças, vê-se a escola comum ser desafiada a tornar-se um espaço de construção coletiva; onde os conhecimentos não são transmitidos, mas construídos/reconstruídos; onde as situações de aprendizagem  têm significado para os envolvidos; onde não há prova baseada na memorização, mas há um compromisso formal e político com a aprendizagem dos alunos. Nessa escola,  “a  escola do desejo” não há evasão e todos são comparados progressivamente consigo mesmo.

 

Esta escola em processo de construção, a partir da década de 1990, deveria também, ser capaz de acolher a todos e todas independente das suas diferenças dentro da chamada escola inclusiva, que tem como grande desafio: acolher e responder as necessidades de aprendizagem dos alunos com necessidades  educacionais especiais: conduta típica, síndromes, deficiências  físicas, intelectuais, visuais, múltiplas e superdotados.

 

Nas duas últimas décadas do século XX a tendência das políticas sociais foi a de fomentar a lutar contra a exclusão. Neste contexto, a inserção da educação teve e tem grande relevância. Em 1994, na Conferência Mundial sobre necessidades educativas Especiais: acesso e qualidade foram aprovados a Declaração de Salamanca, que reflete o consenso mundial sobre os futuros rumos dos serviços educativos especiais, ratificando a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), do direito à escola para todos, com igualdade de oportunidades para as pessoas com deficiência.

Este movimento de inclusão social, tendo como mediador a inclusão de todos na escola, vem ao longo dos anos, dando novos rumos às expectativas educacionais dos indivíduos com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, uma vez que tem buscado, desde a década de noventa, incluir todos os alunos, sem distinção de condições linguísticas, sensoriais, cognitivas, físicas, emocionais, étnicas e socioeconômicas, na rede regular de ensino.

Tal inclusão, para ser realizada, necessita de transformações no sistema educacional como um todo, de recursos humanos capacitados e de atendimento especializado de forma a garantir, para além da inclusão, a permanência com qualidade e o sucesso de todos os educandos.

Diante desse fato, fica claro que a Educação Especial deveria realizar-se transversalmente, em todos os níveis de ensino – educação infantil, ensino médio, educação superior, – nas instituições escolares, cujo projeto, organização, prática pedagógica devem respeitar a diversidade do aluno e exigir diferenciação nos atos pedagógicos que contemplem as necessidades educacionais de todos.

Diante de todos esses fatos, fica evidente a necessidade e a pertinência de um Curso de Especialização Lato Sensu em EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DO AEE/ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO.

Tal Curso subsidiará diferentes profissionais da saúde e da educação, em especial, quanto à organização, planejamento e atuação na Educação Especial, mais especificamente na oferta do Atendimento Educacional Especializado, compatibilizando tais ações com avanços nos campos das Ciências e Tecnologia.

O Instituto Consciência GO (ICG), instituição de ensino goiana, fundada no final do ano de 2008, oferece este projeto dentre seus mais de vinte ofertas de cursos lato sensu. Visite o site www.institutoconscienciago.com.br

No ICG a educação é compreendida como uma prática social que não dissocia o ensino da aprendizagem, levando o aluno a saber pensar, criar, inovar, construir conhecimentos.

Professora Ms. Sandra Isabel Chaves

Diretora do ICG

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Referenciais para o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente

Embora as políticas educacionais possam ser, em sua maioria, formuladas no nível do Ministério e das Secretarias de Educação, a forma como essas políticas são implementadas, bem como os seus resultados, são influenciados diretamente pelos agentes que as efetivam nas salas de aula – os professores. São eles que conduzem e mediam o processo de ensino-aprendizagem dos alunos diariamente, e devem receber toda a atenção se, de fato, pretende-se buscar um ensino que forme alunos com plena cidadania e igualdade de oportunidades.

Para garantir bons professores em sala de aula “a qualidade de um sistema educacional não pode exceder a qualidade de seus professores” – afirmou um gestor educacional sul-coreano em uma entrevista para o relatório da consultoria McKinsey & Company.

Segundo estudo da OCDE sobre políticas para o magistério, a prioridade geral dos gestores educacionais deveria ser definir de forma clara e concisa o que se espera em relação aos conhecimentos e habilidades dos professores, ou seja, definir padrões para um bom professor. Embora essa não seja uma tarefa simples, a idéia é que a definição desses padrões proporcione um marco para orientar as políticas de seleção, formação, avaliação e desenvolvimento na carreira do magistério.

Diversos países caminharam nessa direção, estruturando padrões para a profissão docente. E, por mais diferentes que sejam os seus contextos sociais e sistemas educacionais, bem como a forma como avaliam os padrões docentes, diversos fatores que compõem o perfil de um bom professor são recorrentes entre os países, tais como:

1. Domina os conteúdos curriculares das disciplinas que leciona, o que inclui a compreensão de seus princípios e conceitos.

2. Conhece as características de desenvolvimento dos alunos, suas experiências e contexto em que vivem, e como esses fatores afetam sua aprendizagem.

3. Domina a didática das disciplinas que ensina, incluindo diversas estratégias e atividades de ensino.

4. Domina o currículo ou as diretrizes curriculares das disciplinas que leciona.

5. Organiza os objetivos e conteúdos de maneira coerente com o currículo, os momentos de desenvolvimento dos alunos e seu nível de aprendizagem.

6. Seleciona recursos de aprendizagem de acordo com os objetivos de aprendizagem e as características de seus alunos.

7. Seleciona estratégias de avaliação coerentes com os objetivos de aprendizagem, a disciplina que ensina e o currículo, permitindo com que todos os alunos demonstrem o que aprenderam.

8. Estabelece um clima favorável para a aprendizagem, baseado em relações de respeito, equidade, confiança, cooperação e entusiasmo.

9. Manifesta altas expectativas em relação às possibilidades de aprendizagem e desenvolvimento de todos os seus alunos.

10. Estabelece e mantém normas de convivência em sala de aula, de modo que os alunos aprendam a ter responsabilidade pela sua aprendizagem e a dos colegas.

11. Demonstra valores, atitudes e comportamentos positivos e promovem o desenvolvimento deles pelos alunos.

12. Comunica-se efetivamente com os pais de alunos , atualizando-os e buscando estimular o seu comprometimento com o processo de ensino aprendizagem dos alunos.

13. Aplica estratégias de ensino desafiantes e coerentes com os objetivos de aprendizagem e com os diferentes níveis de aprendizado dos alunos.

14. Utiliza métodos e procedimentos que promovem o desenvolvimento do pensamento e da busca independente do conhecimento.

15. Otimiza o tempo disponível para o ensino, garantindo o máximo de aprendizagem de cada aluno durante toda a duração da aula.

16. Avalia e monitora o processo de compreensão e apropriação dos conteúdos por parte dos estudantes.

17. Busca aprimorar seu trabalho constantemente a partir de diversas práticas, tais como: a reflexão sistemática de sua atuação, a auto-avaliação em relação ao progresso dos alunos, as descobertas de pesquisas recentes sobre sua área de atuação, e as recomendações de supervisores , tutores e colegas.

18. Trabalha em equipe com os demais profissionais para tomar decisões em relação à construção e/ou implementação do currículo e de outras políticas escolares.

19. Possui informação atualizada sobre as responsabilidades de sua profissão, incluindo aquelas relativas à aprendizagem e ao bem -estar dos alunos.

20. Conhece o sistema educacional e as políticas vigentes.

Esses padrões ressaltam a importância da valorização da identidade do professor como alguém que necessita de conhecimentos e habilidades específicos para seu exercício profissional, os quais não podem ser substituídos por mera boa vontade ou pelo desejo de trabalhar com crianças.

Pensando nisto invista na capacitação de seus funcionários com os cursos do  Instituto Consciência GO!

 

Veja o texto completo pelo link.

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