Sou educadora, ou melhor, me faço educadora no processo de ir e vir constante da (re) construção do conhecimento, desde os dezessete anos. Nesta caminhada de muitas inquietudes e que tem sido alimentada de tantas esperanças, vê-se a escola comum ser desafiada a tornar-se um espaço de construção coletiva; onde os conhecimentos não são transmitidos, mas construídos/reconstruídos; onde as situações de aprendizagem  têm significado para os envolvidos; onde não há prova baseada na memorização, mas há um compromisso formal e político com a aprendizagem dos alunos. Nessa escola,  “a  escola do desejo” não há evasão e todos são comparados progressivamente consigo mesmo.

 

Esta escola em processo de construção, a partir da década de 1990, deveria também, ser capaz de acolher a todos e todas independente das suas diferenças dentro da chamada escola inclusiva, que tem como grande desafio: acolher e responder as necessidades de aprendizagem dos alunos com necessidades  educacionais especiais: conduta típica, síndromes, deficiências  físicas, intelectuais, visuais, múltiplas e superdotados.

 

Nas duas últimas décadas do século XX a tendência das políticas sociais foi a de fomentar a lutar contra a exclusão. Neste contexto, a inserção da educação teve e tem grande relevância. Em 1994, na Conferência Mundial sobre necessidades educativas Especiais: acesso e qualidade foram aprovados a Declaração de Salamanca, que reflete o consenso mundial sobre os futuros rumos dos serviços educativos especiais, ratificando a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), do direito à escola para todos, com igualdade de oportunidades para as pessoas com deficiência.

Este movimento de inclusão social, tendo como mediador a inclusão de todos na escola, vem ao longo dos anos, dando novos rumos às expectativas educacionais dos indivíduos com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, uma vez que tem buscado, desde a década de noventa, incluir todos os alunos, sem distinção de condições linguísticas, sensoriais, cognitivas, físicas, emocionais, étnicas e socioeconômicas, na rede regular de ensino.

Tal inclusão, para ser realizada, necessita de transformações no sistema educacional como um todo, de recursos humanos capacitados e de atendimento especializado de forma a garantir, para além da inclusão, a permanência com qualidade e o sucesso de todos os educandos.

Diante desse fato, fica claro que a Educação Especial deveria realizar-se transversalmente, em todos os níveis de ensino – educação infantil, ensino médio, educação superior, – nas instituições escolares, cujo projeto, organização, prática pedagógica devem respeitar a diversidade do aluno e exigir diferenciação nos atos pedagógicos que contemplem as necessidades educacionais de todos.

Diante de todos esses fatos, fica evidente a necessidade e a pertinência de um Curso de Especialização Lato Sensu em EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DO AEE/ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO.

Tal Curso subsidiará diferentes profissionais da saúde e da educação, em especial, quanto à organização, planejamento e atuação na Educação Especial, mais especificamente na oferta do Atendimento Educacional Especializado, compatibilizando tais ações com avanços nos campos das Ciências e Tecnologia.

O Instituto Consciência GO (ICG), instituição de ensino goiana, fundada no final do ano de 2008, oferece este projeto dentre seus mais de vinte ofertas de cursos lato sensu. Visite o site www.institutoconscienciago.com.br

No ICG a educação é compreendida como uma prática social que não dissocia o ensino da aprendizagem, levando o aluno a saber pensar, criar, inovar, construir conhecimentos.

Professora Ms. Sandra Isabel Chaves

Diretora do ICG